Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Repórter lança livro de entrevistas fictícias

Posted by sindicatodosjornalistas em outubro 18, 2014

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Jakobskind com amigos no lançamento de Parla

O jornalista e escritor Mario Augusto Jakobskind lançou  no Rio de Janeiro, na sexta-feira (17) seu novo livro “Parla – As entrevistas que não foram realizadas”. O livro é composto de entrevistas inventadas com figuras importantes da história, como Salvador Allende, Leonel Brizola e Glauber Rocha, que comentam acontecimentos recentes como a Copa do Mundo de 2014.

O livro é a segunda edição de um volume homônimo lançado em 2002. Esta, no entanto, não se trata apenas de uma segunda edição, mas de um livro completamente diferente, pois, seugundo o autor, “98% do livro é absolutamente novo”. Ele conta que a ideia para o livro veio quando ele participou como acompanhante de uma entrevista que um amigo dava à revista Veja sobre a Lei da Anistia. “Eu acompanhei com máxima atenção a entrevista e na edição saiu justamente o que ele não falou. Aí eu pensei que qualquer entrevista feita pela mídia corporativa poderia ser inventada”. A partir daí, o jornalista passou a criar entrevistas fictícias com figuras importantes que já se foram. “Se a revista Veja fez isso e faz isso constantemente, acho que esse livro faz com muito mais criatividade”.

O livro segue o percurso de dois repórteres, o Armando Esadof e o Ahmed al-Jazon, que se encarregam realizar diversas pautas no Brasil e em várias outras partes do mundo.

Confira abaixo um trecho do livro no qual é entrevistado Barbosa, o goleiro da seleção de 1950, que ficou marcado pelo Maracanazo:

“Quando Esadof  e al Jazon imaginavam que tinham cumprido a missão jornalística de entrevistar conforme a pauta estabelecida pela Editoria dos Mortos Vivos, eis que ao retornarem à redação foram convocados para uma nova missão, também no céu. No início os dois repórteres ratearam mas depois foram convencidos da necessidade do complemento do Parla. Em tempo de Copa do Mundo não poderiam deixar de entrevistar figuras relevantes do mais popular esporte do país, o futebol. Saíram em nova missão para encontrar João Saldanha, Garrincha, Didi, Vavá, Feola, Nilton Santos, Zezé Moreira, técnico como Vicente Feola, e Barbosa, último o grande goleiro que por infelicidade durante muito tempo foi considerado culpado pela tragédia do Maracanã, em 16 de julho de 1950, quando a seleção foi derrotada por 2 a 1 pela zebra Uruguai. Até no Céu Barbosa ainda não se recuperou totalmente do baque daquele gol do Gigia.

Ao ser abordado Barbosa fez questão de dizer em tom de ironia, o que é o Maracanzo de 1950 comparado ao Mineirazo de 8 de julho de 2014 quando a seleção brasileira perdeu para a Alemanha por 7 a 1, a pior derrota da história do futebol brasileiro numa Copa do Mundo. Ele foi mais adiante e afirmou que a partir desta data esperava que o deixassem em paz e não continuassem a coloca-lo como bode expiatório.

Os demais seguiam curtindo o velho esporte bretão, segundo diziam os locutores das partidas de futebol nos anos 40 e 50 e imitados no início quando a televisão dava os primeiros passos nos campos de futebol. E acompanharam para a passo a Copa do Mundo de 2014 realizada no Brasil.

 Todos comentavam a perda do hexacampeonato no Mineirão. Todos choravam a derrota acachapante por 7 a 1 . E todos forram unânimes em apontar o Mineireazo como substituto histórico do Maracanazo, considerado por muito tempo como estádio pé frio em função do ,  revés de 1950.

O goleiro Barbosa fazia questão de afirmar que em toda a sua carreira futebolística nunca tinha engolido sete numa partida. E indagava a todos: vocês já imaginaram se o Barbosa velho de guerra levasse sete numa semifinal de Copa do Mundo o que aconteceria? Insistia rogando a todos os céus para que retirassem de uma vez por todas a sua condição de bode expiatório pelo que aconteceu em 1950..

Então vamos ao papo que correu descontraído e com muitas lembranças dos tempos futebolísticos que também não voltam mais e sob a influência recente do que aconteceu no pior desempenho do futebol brasileiro numa Copa do Mundo, na capital mineira”.(Texto revista Caros Amigos)

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