Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

O que é isso, Fenaj ?

Posted by sindicatodosjornalistas em abril 9, 2014

No 36º Congresso Nacional de Jornalistas realizado de 2 a 6 de abril, em Maceió, Alagoas, a Luta Fenaj, os Sindicatos de Jornalistas do Estado do Rio e da Cidade do Rio de Janeiro, marcaram  sua presença nos debates e conseguiram aprovar várias propostas  que, sem dúvida, intensificaram politicamente,  a tensão nas relações entre a  Luta Fenaj e a direção da Fenaj, que usou mais uma vez o seu rolo compressor.

É importante destacar que o grupo que controla a Federação Nacional de Jornalistas mostrou-se mais uma vez arrogante, intransigente e avesso a negociação, principalmente quando discutimos a tese sobre o Diploma .

A líder do grupo que controla a Fenaj, Maria José Braga, Zequinha, não quis e não aceitou a nossa proposta sobre o Diploma. Mostramos que precisamos avançar no campo dos registros já conquistados através da Justiça e que os jornalistas precisam ser formados com competência técnica e ética, obviamente, para poderem atuar em condições de exercerem o direito de crítica e poderem ampliar o compromisso com a liberdade do exercício profissional.

Mostramos, ainda, que a procura para os que conseguem o registro através de decisão judicial está se acentuando cada vez mais, não para o candidato que venha a ser um profissional de carreira disposto a lutar pela informação e os direitos da classe dentro dos princípios éticos. Quando o candidato recorre à Justiça parece impulsionado pelo desejo primário de obter o registro de jornalista para tirar vantagens nada recomendáveis.

Verificamos que a procura predominante de registro  já conseguido  através da Justiça inclui um tipo de “pseudo jornalista”, que  nunca exerceu a profissão, não contribui para a Previdência Social, que na sua declaração do Imposto de Renda, diz que é jornalista, porém, omite seus vencimentos , pois carecem de comprovação. Estão nessa lista os camelôs, comerciantes,apadrinhados de senadores e deputados, parentes dos ‘barões” da mídia, bicheiros, e não duvidamos que estejam nessa enorme lista até pessoas envolvidas com o tráfico.

 Aí está o perigo de ter como associado dos sindicatos e da Fenaj, esses “pseudo jornalistas”

Isso significa uma punhalada fatal na regulamentação profissional, o que faz os “barões” da mídia comemorar com largas gargalhadas, pois seria melhor ter como  empregador uma categoria profissional sem regulamentação. Zequinha nem aceitou a nossa proposta de que o requerente deva comprovar sua escolaridade, que a Fenaj faça, com urgência, um levantamento nacional para saber quantas pessoas conseguiram o registro de jornalistas através da Justiça. Jogou essa responsabilidade para os sindicatos.

Destacamos, ainda, necessário se faz do envolvimento não só da Fenaj e de todos os Sindicatos, mas também dos professores e universitários em Comunicação Social, como também dos segmentos da sociedade.no processo de pressão junto aos parlamentares para aprovação da PEC.

No 36º Congresso houve ocorrências nas teses apresentadas no Enjira, como a de Fernando Paulino, “É preciso controlar a verba pública que financia a descriminação”.Quando foi apresentada no Painel “Os jornalistas e a construção da igualdade racial na mídia” foi muito aplaudida. A sua proposta, como as demais, serão publicadas nos Anais do Congresso. A Carta do Enjira foi lida na Plenária.

Fernando Paulino denunciou que não há um controle social das verbas públicas para os veículos de comunicação como forma de garantir a formação de igualdade racial. Quis ainda que os sindicatos de jornalistas e a Fenaj devam inserir-se na luta social como todas as formas de discriminação, participando da elaboração de projetos de iniciativa popular que garantam o controle social da liberação de verbas públicas para a mídia.

 Já quanto a tese de Aghata Iris, “ Do debate à ação – equalização de oportunidades para jornalistas negros nos meios de comunicação”, defendida por Dulce Tupy, tivemos de negociar duas das quatro propostas que foram incluídas na Tese Guia da Fenaj: Que os meios de comunicação participem efetivamente da desinstitucionalização do racismo de Estado, cobrando de suas instâncias municipais, estaduais e federal a representatividade equitativa e qualitativa de não brancos-cargos executivos de maior poder decisório e financeiro; Que no II Enjira seja realizada uma “Feira” exclusiva de produtores de informação, tais como vídeografistas, webdesigners, técnicos e outros, com o objetivo de se visibilizarem no marcado.

 Dulce destacou que a tese considera o Enjira a culminância das lutas protagonizadas pelas representações de profissionais negros do Rio Grande do Sul, Rio de janeiro e São Paulo. Coube a bancada fluminense apresentar a tese mais polêmica do Congresso: “O fim das Teses Guias”, de autoria do jornalista Mário de Sousa.

 Na defesa, Mário explicou que a proposta é tentar acabar com um modelo de Congresso imperativo, burocrático e antidemocrático.  Já outra tese “a violência contra os jornalistas”, Mário de Sousa  criticou a Comissão Científica, que classificou a tese como substitutiva, numa tentativa clara de negociar vários itens que foram incorporados a Tese Guia da Fenaj.

O jornalista Oswaldo Maneschy ao defender a sua tese “Voto Eletrônico” fez críticas ao sistema eletrônico de votação existente no Brasil, segundo ele, os 14 milhões de eleitores brasileiros perderam a capacidade de conferir o seu próprio voto. Não esqueceu de denunciar que, em 1982, o presidente do PDT, Leonel Brizola, candidatou-se a governador do Estado do Rio de Janeiro e que a Justiça eleitoral contratou uma firma que era manipulada pelo Serviço Nacional de Informações, o famigerado SNI, que queria armar a eleição a favor do candidato do PSD.

O “Jornalismo Ambiental: cada vez mais necessário nas redações dos jornais, rádios TVs e mídias sociais” foi a proposta apresentada e aprovada do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, de autoria da jornalista Dulce Tupy.

  A proposta teve cinco itens:

 1.Apoiar as iniciativas de criação da cadeira de Jornalismo ambiental nos Cursos de Jornalismo;

 2.Divulgar as datas do calendário ambiental nacional e internacional, como o Dia Mundial da Água, Dia da Terra, Dia das Florestas, Dia da Mata Atlântica, Dia da Árvore,Dia da Biodiversidade e outras.

3.Pautar os crimes ambientais que ocorrem em todo o país e no mundo, incluindo as ameaças, a perseguição e o assassinato de lideranças ambientais.

4.Aprofundar os links entre o meio-ambiente, reforma agrária, população indígenas, quilombolas, gênero e outras ilações possíveis, visando um enfoque inclusivo, abrangente e holístico;

5.Elaborar uma Cartilha do Jornalismo Ambiental, para nortear a prática dos jornalistas interessados no tema e unificar a linguagem básica sobre este assunto tão rico e tão encoberto nas redações.

De modo geral, o 36º Congresso de Alagoas foi destaque nas palestras proferidas por Audálio Dantas (A resistência democrática), Edson Cardoso (A resistência Democrática), José Marques de Melo(Os desafios do jornalismo científico na web). Na oficina, Fábio Fernandes (Apuração e texto final na web jornalismo).

Destacamos, ainda, a homenagem (Comenda FENAJ) ao jornalista José Marque de Melo, que foi preso e torturado pelos responsáveis do golpe de 1964.

Na sexta-feira, a nossa delegação (Continentino Porto, Sérgio Caldieri, Fernando Paulino, Dulce Tupy, Oswaldo Maneschy e Mário de Sousa), esteve participando do Ato Político Cultural no Memorial Teotônio Vilela, “Tributo às vítimas da ditadura militar”.

Foram as seguintes Propostas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro aprovadas no 36º Congresso Nacional de Jornalistas- Alagoas: Jornalismo Ambiental: cada vez mais necessário nas redações dos jornais, rádios, TVs e mídias sociais (Dulce Tupy); Voto Eletrônico (Oswaldo Maneschy); Proposta Aditiva que acrescenta três itens na Tese Guia da Fenaj, “Para democratizar a comunicação” Foram aprovados dois ítens (Continentino Porto): Que a Fenaj deva propor aos Sindicatos a realização de Seminários sobre o Fórum pela democratização da comunicação; Que a Fenaj oriente aos sindicatos que busque assegurar junto aos poderes municipais preenchimento de cargos comissionados na área de Comunicação Social;

 Emenda Aditiva a Tese guia da Fenaj:”A democracia como garantia de igualdade e liberdade”.Acrescentar mais dois itens.(Continentino Porto)

 Os sindicatos devem procurar entendimentos com as Universidades Federais (que tenham editoras), Imprensa Oficial do Estado, e as editoras municipais para editarem um livro e um DVD sobre a Comissão da Verdade;Os sindicatos devem realizar debates com a OAB e ABI para elaborar uma proposta de Programa de Governo sobre Comunicação.

As duas teses aditivas foram incluídas na Tese Guia da Fenaj: “A importância da Comissão da Verdade com trabalho de Memória e engajamento político pela democracia”.

 Tese “Violência contra jornalistas” (Mário de Sousa)

Foram incluídos cinco itens na Tese Guia “Segurança dos Jornalistas-Mudança Estatutária e Protocolo de Segurança”: Que a Fenaj se articule com a OAB-Nacional – para avaliar os crimes, perseguições e ameaças a jornalistas no interior do país, em alguns casos com a cumplicidade do judiciário local; Que a Fenaj promova uma campanha de repúdio ao decreto em andamento no Congresso, criminalizando os movimentos sociais e enquadrando as manifestações de ruas como atos terroristas;Que o tema do próximo Congresso Nacional seja a violência em seus vários aspectos;Que a Fenaj elabore uma cartilha que identifique os equipamentos e procedimentos de segurança para os jornalistas que cobrem grandes eventos;Que a Fenaj denuncie aos órgãos internacionais (ONU, órgãos internacionais de direitos humanos, entidades jornalísticas) a violência que impera no Brasil contra jornalistas.

Na Plenária foram aprovadas as seguintes teses apresentadas pelo SJPERJ: 1) Solidariedade ao jornalista Astrogildo Milagres, do Jornal A Folha do Município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, que vem sofrendo ameaças em redes sociais e pessoalmente por ter promovido em sua casa uma recepção a médicos cubanos que chegaram à cidade para se incorporar ao Programa Mais Médicos.                                .

 Moção de Aplausos para o SJPERJ pela realização do Simpósio Copa de Mundo 2014, nos dias 5 e 6 de Maio de 2014, em Niterói, tendo como temas debates, entre outros: “A Ditadura Militar e as Copas do Mundo”, “Racismo no Futebol brasileiro: como acabar com esse mal?”, “Os impactos sócio-ambientais dos grandes eventos esportivos”

 

 

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