Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

SIPERJ promove Curso de Jornalismo Ambiental Chico Mendes

Posted by sindicatodosjornalistas em junho 5, 2013

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro estará lançando em Niterói, neste dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Prêmio Nacional e Curso de Jornalismo Ambiental Chico Mendes. O presidente do Sindicato, Continentino Porto, fez ontem a entrega do projeto à ministra do Meio Ambiente,  Izabella Teixeira , e os documentos  mereceram elogios da ministra.

O curso abordará temas ambientais e da sustentabilidade, e os desafios da imprensa diante do agravamento das mudanças climáticas provocadas pelas ações antrópicas e um estilo de vida baseado no consumismo.

Irá considerar ainda a relevância dos profissionais de imprensa que, em tempos de ferramentas que facilitam a livre circulação de ideias e informações, são requeridos a assumir ainda mais seu papel social de referência em credibilidade na informação.

São objetivos do projeto  proporcionar a troca de saberes envolvendo jornalistas que já atuam na prática da cobertura dos temas socioambientais e da sustentabilidade com jornalistas que querem saber mais ou que estão se interessando agora pelo tema e que buscam se aperfeiçoarem e uma formação continuada a fim de melhorar a cobertura da pauta socioambiental na região, indo além das tragédias e denúncias, mas também apontando soluções e caminhos, buscando a ampliação do olhar das partes para incluir o todo.

Além de sensibilizar os profissionais da imprensa, o curso tem como objetivo formar cidadãos mais conscientes, tornando-os multiplicadores dessa consciência, e contribuir para reforçar o papel social do profissional da comunicação e sua atuação em rede.

—-Ausência de política no verde —-

Continentino Porto

Foi necessário que Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes) dissesse que “No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiros, depois pensei que estava lutando para salvar a floresta amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”, para tirar o mundo do sono profundo que estava entregue e que deveríamos caminhar para o mundo verde. Chegava-se à conclusão, ali onde ele comandava os seringueiros, que a desmatação produzia abalos na Mata Atlântica. Caminhando em benefício do desenvolvimento e do bem estar da população Chico Mendes colocou a sustentabilidade como uma das suas prioridades. É confortante saber que Chico Mendes manteve a postura de líder sindical para ser o grande incentivador para a criação de uma economia verde no mundo.

Começa hoje (dia 5 de junho), oficialmente, as comemorações do dia Mundial do Meio Ambiente. Portanto, era importantíssimo que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro deflagrasse de público, o lançamento do Prêmio Nacional de Jornalismo Ambiental e o Curso de Jornalismo Ambiental Chico Mendes, mostrando que a sustentabilidade insere-se na vida das pessoas e são necessárias iniciativas em todos os campos para que ela seja absorvida e praticada.

Os profissionais de imprensa têm, sem dúvida, papel relevante para que o conceito seja disseminado, ao produzir matérias e, dessa forma, fomentarem a discussão do tema, contribuindo para o aprimoramento da sociedade com vistas ao equilíbrio entre os valores econômico, social e ambiental.

O Curso de Jornalismo Ambiental tem o seu público alvo jornalistas que atuam em veículos de comunicação do Estado do Rio de Janeiro, preferencialmente entre os que cobrem a pauta socioambiental.

Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente mostrou que o investimento anual de 2% do PIB Global, ou seja, cerca de U$1,2 trilhão nos setores da agricultura, energia, pesca, indústria, turismo, água, transportes, florestas, construções e lixo, foram o incentivo necessário para a criação de uma Economia Verde.

Enquanto isso, havia um dado importantíssimo que não aparecia nos relatórios, mas era nítido nas pesquisas de que – como publicou a revista Época em sua última edição- o Brasil, um país que depende do regime de chuvas para as hidrelétricas e da estabilidade do clima para a agricultura, enfrentará mudanças climáticas desafiadoras nas próximas décadas. A região semiárida nordestino, corre o risco de ficar ainda mais seco. O Cerrado, no Centro-Oeste, poderá sofrer desertificação. A Amazônia está ameaçada de savanização, com secas extremas, como dos anos de 2005 e 2010.

O 5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), com lançamento previsto para setembro de 2013, prevê aumento de temperatura superior a 5 graus celsius na Amazônia e 3 na Caatinga, com redução de chuva de até 40%.

No sudeste, as autoridades que se cuidem, virá uma maior freqüência de eventos extremos, como temporais ou estiagens. Impactos na agricultura, na saúde e na geração de energia, além de enchentes e deslizamentos nas grandes cidades. O problema agora não é só nosso, é também do governo, que ainda não conseguiu ver.

 

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