Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Marin e Maluf, irmãos siameses

Posted by sindicatodosjornalistas em maio 10, 2013

Continentino Porto

Ao reafirmar posição manifestada no Seminário Internacional sobre Jornalismo e Direitos Humanos, promovido pela Fenaj e FIJ, realizado em Porto Alegre, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro considerou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, persona non grata dos jornalistas brasileiros. E exorta os editores dos meios de comunicação a informarem aos leitores, ouvintes e telespectadores o que ele representa.

A posição dos jornalistas fluminenses esquentou de tal forma o caldeirão esportivo, que as torcidas dos clubes promoveram na ABI uma manifestação pela saída de Marin da CBF. Esse ato recebeu o apoio dos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ) e o estadual Marcelo Freixo (PSOL).

A  quase unanimidade da saída de Marin da CBF é motivada pelo fato dele quando deputado estadual (ARENA-SP), partido que apoiava os atos da ditadura militar, ter feito pronunciamento na Assembleia Legislativa exigindo das autoridades maior rigor contra o que considerava “infiltração comunista na TV Cultura de São Paulo”.

Procurando os arquivos dos anos 1989 encontramos uma preciosa raridade que foi a definição feita pelo deputado Paulo Maluf (SP) que, segundo ele, Marin é o seu “irmão siamês”.

Na verdade, tanto Maluf como Marin, não têm nada de diferente, pois ambos estão envolvidos em histórias polêmicas. A expressão de Maluf não foi tão forte como a da ex-deputada Tutu Quadros, filha do ex-presidente Jânio Quadros.

Tutu não economizou palavras para falar das histórias polêmicas de Marin. Segundo ela, Marin “nasceu pobre, mas tornou-se uma das maiores fortunas do Brasil”.

Restou, no entanto, uma acusação de Tutu Quadros, que ninguém gostaria que constasse em seu currículo: “ele é um batedor de carteiras” Essas acusações, dada em entrevista, Tutu Quadros não conseguiu apresentar provas.

Pesa ainda sobre Marin, revelada em reportagem da Folha de São Paulo, de que ele teria pago R$ 70 milhões por uma nova sede para a CBF, no Rio de Janeiro, que no mercado deveria estar cotada em R$ 39 milhões.                 

Na nota oficial do SJPERJ mostra que pressões de grupos extremistas que o senhor Marin representava na época, resultaram no assassinato nos porões da ditadura do jornalista Vladimir Herzog, um símbolo na luta dos brasileiros pela democratização do país.

continentino-continentino@ig.com.br

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