Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Obrigado mestre. O Brasil deve muito a você

Posted by sindicatodosjornalistas em dezembro 6, 2012

 Tributo singelo do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Morreu no fim da noite desta quarta-feira (5) , no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde o dia 2 de novembro, vítima de complicações renais e desidratação, o arquiteto Oscar , de 104 anos.

  O quadro de saúde dele piorou nas últimas horas, e o boletim médico assinado na tarde de quarta-feira pelo médico intensivista Fernando Gjorup indicava piora “no estado clínico do arquiteto”. Por causa de uma infecção respiratória, o arquiteto que estava na unidade intermediária do hospital, ficou sedado e respirando com auxílio de aparelhos. Morreu às 21h55. Ele completaria 105 anos no próximo dias 15.

  O corpo do arquiteto Oscar foi embalsamado no laboratório da Santa Casa de Misericórdia, no bairro de Inhaúma, na zona norte do Rio, durante a madrugada. No início da manhã, foi levado em cortejo de volta ao Hospital Samaritano, em Botafogo.

  Por volta das 10h, o corpo será levado, também em cortejo, para o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim/Galeão, de onde seguirá para Brasília. O velório será no Palácio do Planalto.

  Depois, o corpo volta para o Rio, onde será velado no Palácio da Cidade. O enterro do arquiteto está previsto para esta sexta-feira (7) no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

  Símbolo da vanguarda e da crítica ao conservadorismo de ideias e projetos, o carioca Oscar Ribeiro de Almeida de Soares Filho, de 104 anos, que morreu na noite desta quarta (5), é apontado como um dos mais influentes na arquitetura moderna mundial. Os traços livres e rápidos criaram um novo movimento na arquitetura. A capital Brasília é apenas uma das suas numerosas obras espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

  Dono de um espírito inquieto e permanentemente em alerta, lançou frases que ficaram na memória nacional. Ao perder mais um amigo, ele desabafou: “Estou cansado de dizer adeus”. Em meio a um episódio de mais violência no Rio de Janeiro, perguntaram para se ele ainda se indignava, a resposta foi rápida e objetiva. “O dia em que eu não mais me indignar é porque morri.”

  Em 1934, se formou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. De princípios marxistas, ele resistia ao que chamava de arquitetura comercial. Até 2009, ele costumava ir todos os dias ao escritório, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A frequência caiu depois de duas cirurgias – uma para a retirada de um tumor no cólon e outra na vesícula. Em 2010, foi internado devido a um quadro de infecção urinária.

  Ao longo da sua vida, associou seu trabalho à ideologia. Amigo de Luís Carlos Prestes, ele se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e emprestou o escritório para organizar o comitê da legenda. Durante a ditadura (1964-985), ele se autoexilou na França. Nesse período foi à então União Soviética.

  Em 2007, presenteou Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, com uma escultura na qual há uma imagem monstruosa que ameaça um homem que se defende com a bandeira de Cuba. No mesmo ano, foi alvo de críticas pelo preço cobrado, no valor de R$ 7 milhões, pelo projeto de construção da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

  Independentemente das polêmicas, se transformou em sinônimo de ousadia com a construção de Brasília. Os cartões-postais da cidade foram feitos por ele, como a Igrejinha da 307/308 Sul, construída no formato de um chapéu de freira cuja obra durou apenas 100 dias.

  O Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência da República, foi o primeiro edifício público inaugurado na capital, em junho de 1958. Na obra, os pilares que desenhou para a fachada do prédio, passaram a ser o emblema de Brasília.

  A sede do governo federal, o Palácio do Planalto, compõe o conjunto de edifícios da Praça dos Três Poderes onde estão os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional – formado por duas semiesferas simbolizando a Câmara dos Deputados (voltada para cima) e o Senado (voltada para baixo).

Porém, um dos símbolos mais visitados da capital é a Catedral Metropolitana. Construída como uma nave, o acesso ao prédio é possível por meio de uma passagem subterrânea. No teto da igreja, há anjos dependurados. Em Niterói, o Museu de Arte Contemporânea e outros edifícios do Caminho que leva seu nome têm projetos de sua autoria.

Da redação, c/Agência Rio e Agência Brasil

Homenagem do Instituto João Goulart traduz o sentimento de pesar dos brasileiros


No dia 6 de dezembro, quando completam-se 36 anos do dasaparecimento de nosso patrono, o Presidente João Goulart, temos que lamentar o dasaparecimento físico do nosso grande mestre da arquitetura contemporânea o professor .Vai-se para a eternidade mais um grande brasileiro que além de sua arte deixada em inúmeros memoriais, universidades, prédios e catedrais, deixa como legado o trabalho voltado ao humanismo social e as grandes causas emancipatorias do povo brasileiro. No século 30, dizia Darcy Ribeiro só um brasileiro poderá estar ainda na memória de todos as brasileiras e brasileiros, , por sua obra física, onde ainda depois de tantos anos continuará vivo em suas realizações e cidades magnânimas. Nós do Instituto João Goulart, perdemos também um de nossos ilustres conselheiros que nos deixa o legado, já projetado, do lugar onde se erguirá o “Memorial da Liberdade Presidente João Goulart”, que contará as novas gerações , como ele queria, a triste historia do Golpe de Estado no Brasil, que violou a Constituição Nacional e submeteu o Brasil aos interesses do governo americano. Deixou para nós escrito o que deverá estar em destaque dentro do Memorial:

” Quem conhece a história de João Goulart, sabe como ele foi violentamente afastado de seu cargo com o golpe militar de 1964. que durante vinte anos pesou sobre nosso país. E isso eu procurei manter na minha arquitetura, de forma mais clara, com uma grande flecha vermelha a atingir a cúpula projetada. Dentro do amplo salão de exposições seriam explicadas ao público as razões desse deplorável acontecimento, as pressões do governo norte-americano que o reacionarismo de direita naquela época procurava atender”.

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