Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Fenaj amordaça Congresso de Jornalistas

Posted by sindicatodosjornalistas em novembro 26, 2012

  Mario Sousa (*)

  A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) perdeu uma excelente oportunidade de debater o conteúdo e prática do jornalismo atual, o jornalismo relacionado ao meio ambiente (tema do congresso), a precarização da profissão , a pluralidade das questões regionais e a diversidade do pensamento na Comunicação.

  A Fenaj optou por organizar um Congresso com um pensamento único definido, através de teses guias, deixando poucas possibilidades para os sindicatos regionais apresentarem novas propostas. A própria Comissão de Sistematização da Fenaj não fez o dever de casa de comparar, avaliar e reescrever as teses e propostas repetidas.
O que se viu nas plenárias foi um congresso engessado, com uma direção única, sem o calor do debate, sem diálogo, sem o contraditório, sem a manifestação livre e democrática das idéias. Pelo contrário, o comando do Congresso se colocou, quase sempre, de forma imperativa, grosseira e até mesmo cassando a palavra de quem ousasse se manifestar contrariamente ao que eles já haviam decidido fora do espaço legitimo de decisão – a plenária do Congresso. Os membros da Mesa que coordenaram as plenárias e os membros da Comissão de redação da Carta de Rio Branco foram impostos.

  Com rara exceção, uma nova tese ou emenda foi aprovada. Qualquer tentativa de diálogo era sufocado com a justificativa de que tudo a Fenaj já havia começado, providenciado ou encaminhado. A conduta do comando do Congresso era sempre de desqualificar e amordaçar os que ousavam apresentar qualquer proposta fora do roteiro determinado por eles.
 Mas com todo controle (para ser generoso), houve reações que não puderam ser sufocadas pelos votos amestrados. Os estudantes pontuaram suas críticas, quando uma liderança estudantil pediu a palavra e descascou suas insatisfações.

  No entanto, quando a decisão não passava diretamente pela direção da Fenaj, como, por exemplo, nas mesas de palestras, a platéia composta por delegados, observadores, estudantes, pode se manifestar espontaneamente, sem ações ditatoriais.

(*) Mário Sousa é jornalista, representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro junto à Fenaj

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