Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Sindicato faz última reunião coletiva do ano

Posted by sindicatodosjornalistas em novembro 25, 2012

Importantes análises foram feitas no encontro

Com participação efetiva da diretoria, ocorreu no sábado (24/11) a última reunião coletiva do ano no Sindicato dos Jornalistas, na qual foram analisados e debatidos os mais importantes assuntos sindicais relativos a 2012.

Na pauta, conduzida pelo presidente Continentino Porto, temas administrativos, como a conclusão do novo Estatuto da entidade, e ainda temas políticos, com destaque para a atuação do Sindicato RJ no 35º Congresso Nacional dos Jornalistas, recém realizado em Rio Branco, no Acre.

O Sindicato do Estado do Rio se fez representar no congresso com significativo número de delegados e observadores, que levaram para os debates nacionais informações, teses e moções que obtiveram repercussão entre a categoria, como a implantação no RJ do primeiro núcleo da Comissão da Verdade entre os sindicatos filiados à Fenaj.

Nas teses e moções apresentadas no evento, pontuaram as que defendem a liberdade de imprensa e a manutenção de projetos governamentais, como o programa radiofônico A Voz do Brasil. Proposta que também repercutiu diz respeito a criação do Prêmio Chico Mendes em âmbito nacional. Diretores presentes à reunião lamentaram o comportamento burocrático da Federação Nacional dos Jornalistas nos trabalhos, e constataram a pouca presença de jornalistas da Região Amazônica no 35º Congresso Nacional, fato interpretado como relativo desinteresse da Fenaj pelo evento.

Além de Continentino Porto, compareceram à última reunião do ano os diretores Pinheiro Jr., Gentil da Costa Lima, Nilo Sérgio Gomes, Fernando Paulino, Ernesto Vianna, Mario Augusto Jakobskind, Sérgio Caldieri, José Marques, Silvia Regina de Queiroz Ferreira, Osvaldo Maneschy, Adilson Guimarães, Evaldo Nascimento e Carlos Alberto Antônio. Alguns diretores, como Álvaro Britto, justificaram ausência apresentando motivos relevantes. A diretora Dulce Tupy, que também compareceu, sugeriu e foi aprovada no encontro a participação do Sindicato na passeata “Veta, Dilma” sobre os royalties do petróleo.

Em documento intitulado “O Congresso e Nosso Sindicato”, Continentino Porto escreveu e apresentou no encontro: “O 35º Congresso Nacional dos Jornalistas teve dois fatores importantes propostos pelo Sindicato do Estado do Rio de Janeiro: A Comissão da Verdade e o Prêmio de Jornalismo Ambiental Chico Mendes.

Há várias razões para esses destaques: do que assistimos no Congresso, contestamos principalmente o comportamento dos membros da Mesa Diretora da Plenária Final, notadamente o do congressista de sobrenome Espada, apresentado como representante do Sindicato de Goiás, e sempre atuando com relevância em decisões políticas.

Espada, para não contrariar a decisão da Comissão Científica do Congresso, procurou procrastinar a defesa do Prêmio Chico Mendes, e foi preciso que a bancada fluminense agisse com energia, interferindo junto à presidência da Fenaj para que a matéria fosse apreciada. Foi uma discussão que envolveu também o Curso de Jornalismo Ambiental Chico Mendes.

Apesar das propostas do Prêmio e do Curso terem o apoio de 36 delegados dos 67 presentes (era necessário apenas 10% dos delegados) a Fenaj – que se proclama democrata, defensora da sustentabilidade, aberta às convergências e ter elogiado as duas proposições – acabou por ignorar a importância da matéria, explicando com isso o contraditório comportamento da mesa da plenária.

Entre os participantes do Congresso, os delegados, observadores e estudantes de jornalismo, houve uma manifestação com opiniões favoráveis às duas propostas, o que demonstra o interesse do muitos sindicatos em realizar tanto o Prêmio quanto o Curso.

Segundo Espada, o que aconteceu foi que o Sindicato do Estado do Rio enviou fora do prazo a Ata do Congresso de Maricá com aprovação das teses e a indicação dos cinco delegados.

No entanto, a justificativa era contraditória e incoerente porque além dos delegados terem sido aceitos e as teses não, havia o precedente aberto para que o presidente do Sindicato de São Paulo apresentasse sua tese embora também tivesse sido enviada fora de prazo.

Para surpresa geral, coube ao próprio presidente da Fenaj, a decisão de autorizar o Espada a permitir que Vilmar Berna defendesse o Prêmio e o Curso na Plenária. E isso aconteceu após intervenção dos delegados e observadores do RJ: Continentino Porto, Dulce Tupy, Álvaro Britto, Nilo Sérgio, Oswaldo Maneschy, José Marques e Mario de Sousa.

Na defesa da nossa tese, sobre a criação do Prêmio Chico Mendes de Jornalismo Ambiental, a voz credenciada do jornalismo ambiental e ambientalista histórico Vilmar Berna, único detentor brasileiro, junto com Chico Mendes, do Prêmio Global 500 para o Meio Ambiente, da ONU. Vilmar foi competente para se apresentar e capitalizar os erros de avaliação da mesa da Plenária. O sucesso da exposição de Berna ficou evidente com os aplausos dos congressistas.

O que se espera agora é que a Fenaj, na reunião de Brasília que promoverá em março de 2013 com os representantes dos sindicatos, reveja a atitude da Plenária final e se manifeste oficialmente a favor da criação do Prêmio de Jornalismo Ambiental Chico Mendes.

Outra manifestação facciosa ocorreu quando Oswaldo Maneschy levantou uma questão de ordem para se candidatar a membro da Comissão da Verdade da Fenaj, conseguindo apenas a promessa de que seu nome seria estudado para integrar a referida Comissão”.

 

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