Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

IV Congresso Estadual entusiasma participantes

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 1, 2012

Continentino e Álvaro Britto vibraram com o evento

Fernando Paulino

No final do encontro foi emitido documento com posicionamentos dos jornalistas fluminenses

  No último fim de semana, jornalistas, estudantes de Comunicação e diversas outras pessoas interessadas na questão da mídia estiveram participando, em Maricá (RJ), do IV Congresso Estadual dos Jornalistas do Rio de Janeiro. O tema central do encontro foi  “Jornalismo, o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável no Estado do Rio de Janeiro”.

O Congresso dos Jornalistas, que atraiu grande número de participantes, aconteceu dias após a realização da Conferência Internacional Rio+20 e a Cúpula dos Povos, no Rio, que atraíram milhares de jornalistas, tanto na cobertura como na militância. Desta vez, os profissionais de Imprensa foram dos protagonistas da discussão ambiental.

Além do tema central, aconteceram duas outras mesas de debates: Mídias sociais e Direitos Humanos, tendo como palestrantes Gilney Viana, secretário-executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República; Carlos Eugênio Paz, da Rede Democrática; Sandra Cavalcanti, militante da Cúpula dos Povos, e Márcio Kerbel, do Movimento dos Blogueiros Progressistas.

A mesa sobre Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas, Organização Sindical e Marco Regulatório da Comunicação teve como debatedores Nilo Sérgio Gomes – professor de Comunicação da UFRJ -, Álvaro Brito – professor de Comunicação do Sul Fluminense -, um representante da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional e o jornalista Sérgio Caldieri como mediador.

Carta de Maricá

 No encerramento do IV Congresso estadual de Jornalistas foi emitida a Carta de Maricá, cujo teor é o seguinte:

Os jornalistas profissionais e estudantes fluminenses, reunidos em Maricá dias 29 e 30 de junho e 1 de julho de 2012, no IV Congresso dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, reafirmam sua função social de oferecer à sociedade um jornalismo de qualidade, plural, responsável, ético, voltado ao interesse público e comprometido com a sustentabilidade e a defesa dos direitos humanos.

Três anos após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que cassou a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, demonstrando que seu único compromisso é com os patrões da mídia e não com a sociedade brasileira, a categoria mantém a mobilização e luta por entender que o jornalismo profissional exige curso superior específico, em razão da sua complexidade e das responsabilidades que envolve.

Os jornalistas fluminenses consideram que, além das iniciativas da Fenaj, de parlamentares, das universidades e dos sindicatos de todo o País e da pressão ao Congresso Nacional pela aprovação dos Projetos de Emendas Constitucionais que restabelecem a obrigatoriedade do diploma, precisam avançar nessa luta comprometendo os órgãos públicos para que abram concursos para jornalistas exigindo a formação superior em jornalismo, além de buscar a unidade com outras categorias ameaçadas pela febre desregulamentadora neoliberal do STF.

Ao mesmo tempo, o IV Congresso dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro reafirma o seu compromisso pela qualidade dos cursos de jornalismo, exigindo do MEC uma fiscalização efetiva das instituições que os oferecem, o que se traduz por garantir currículos consistentes, corpo docente qualificado e laboratórios equipados e modernos.

Serão ainda realizadas ações conjuntas com as demais categorias do setor de comunicação para combater a precarização e fraude nas relações de trabalho, exigindo a fiscalização do Ministério do Trabalho, já que as empresas de mídia têm recorrido a práticas ilegais como terceirização por meio de “cooperativas”; “pejotização” e os chamados “frilas fixos”, além do jornalista multitarefa.

Os jornalistas do Estado do Rio de Janeiro assumem também a luta pela aprovação do Projeto de Lei 2960\11, que institui o Piso Nacional dos Jornalistas e da proposta que federaliza os crimes contra jornalistas, que vêm sofrendo sucessivos atentados e perseguições, inclusive assassinatos, no exercício da profissão.

Reafirmam também e defesa do trabalho da Comissão Nacional da Verdade, com o objetivo de apurar os crimes da ditadura civil-militar e a completa abertura dos arquivos desse período. Apóiam ainda a criação da Comissão Estadual da Verdade, que se encontra em tramitação na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Revelações recentes confirmam que o RJ foi um dos maiores centros de repressão, tortura e morte durante a ditadura, como o caso da fazenda em Campos dos Goytacazes onde militantes de esquerda tiveram seus corpos incinerados.

Manifestam o seu inequívoco apoio e engajamento na Campanha Nacional pela Liberdade de Expressão para todos e por um novo Marco Regulatório da Comunicação. O SJPERJ manterá e fortalecerá a sua participação na Frente Ampla pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (FALE-Rio), que coordena a campanha no território fluminense, além de lutar pela instalação dos Conselhos Estadual e Municipais de Comunicação.

Na luta pela democratização da comunicação, os jornalistas fluminenses defendem o fortalecimento e ampliação da mídia pública em todo o Estado do Rio de Janeiro, essencial para a consolidação da democracia e criação de novos postos de trabalho para a categoria. Também combaterão a prática da manipulação da informação e do pensamento único na mídia comercial, tão em voga nos dias atuais e que desabona o jornalismo.

Concluem a Carta de Maricá parabenizando o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, que após 58 anos de existência, realizou com sucesso, superando todas as dificuldades, o seu IV Congresso Estadual na aprazível e acolhedora cidade de Maricá, apostando na interiorização e aproximação com a categoria. Avança, assim, rumo a um novo período de sua história, fortalecendo a luta, mobilização e organização em defesa dos interesses da categoria, do Jornalismo de qualidade e do povo brasileiro.

Maricá, 30 de junho de 2012.

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