Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Um não às afrontas sofridas pelos policiais

Posted by sindicatodosjornalistas em fevereiro 12, 2012

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro se solidariza com os trabalhadores da Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros  mobilizados pela exigência de salários dignos, porque o que percebem no momento representam uma afronta à  dignidade.

Nós, jornalistas, repudiamos o tratamento que o governo do Estado tem dado aos manifestantes, como a prisão ordenada pelo Governador Sérgio Cabral de 123 guarda-vidas que aderiram à paralização. 

Movimerntos do gênero não podem ser tratados pelas autoridades da forma que vem adotando o governo do Estado do Rio de Janeiro, pois este tipo de ação repressiva remonta aos tempos da ditadura que vigorou no país em décadas passadas, tempos esses que já se imaginava terminados.

Como jornalistas, repudiamos também a divulgação de escutas telefônicas, que os advogados das lideranças garantem terem sido editadas. Exigimos que os telejornais divulguem o lado dos que foram punidos em virtude da divulgação do conteúdo das escutas telefônicas. 

 Entendemos que tal prática também remonta aos tempos da ditadura, até porque as lideranças das corporações não podem ser tratadas como integrantes de setores marginais, como na prática aconteceu.

 Exortamos os meios de comunicação a cobrirem as manifestações de forma não manipulada, sem tomar partido, como vem acontecendo, o que na prática resulta na deturpação do jornalismo. 

Nós, trabalhadores de Imprensa, não podemos aceitar isso, até porque queremos deixar claro que o nosso pensamento é distinto dos proprietários de veículos de comunicação da mídia de mercado, defensores de interesses muitas vezes inconfessáveis.

 Por derradeiro, lembramos a importância que terão as corporações policiais nos jogos de 2014, no Rio. A Secretaria de Segurança já planeja o policiamento do evento, que por sua magnitude e visibilidade corre o risco de se tornar inclusive alvo de ações terroristas. Nesse contexto, é inadmissível que policiais civis, militares e bombeiros precisem de um segundo emprego para manter-se, devido aos baixos salários. Isso no decorrer de pleno e acertado projeto da SSP de expansão das UPPs nas comunidades onde o estado constituído não se fazia presente.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro   

 Fevereiro de 2012

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