Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Jornalista é morto em Barra do Piraí

Posted by sindicatodosjornalistas em fevereiro 9, 2012

Mário Randolfo Marques Lopes, de 50 anos, foi executado com um tiro na cabeça

 O jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, de 50 anos, e a companheira dele, Maria Aparecida Guimarães, foram assassinados na madrugada de hoje (9), por volta de 1h30, em Barra do Piraí. Eles teriam sido rendidos na casa da mulher, no Centro, e levados até a localidade conhecida como Estrada das Rosas, no bairro Minuano, onde foram executados. Cada uma das vítimas foi atingida com um tiro na cabeça.

O duplo homicídio foi registrado na 88ª DP (Barra do Piraí), mas ainda não há informações sobre suspeitos e as circunstâncias do crime. Segundo policiais militares do 10º Batalhão, a mulher era magra, branca, vestia calça jeans, blusa estampada e sandália. Já o jornalista estava vestindo calça jeans, blusa estampada e botas. A polícia não conseguiu testemunhas do crime.

Mário Randolfo era de Vassouras, onde trabalhava como chefe de reportagem de um site jornalístico. Em julho do ano passado, o jornalista já havia sido baleado dentro da própria casa, supostamente após ter reagido a uma tentativa de assalto. Na época, Mário chegou a ficar internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital Universitário. Fonte: Diário do Vale e internet.

Nota da Redação:

 Sob o título “Os deuses da Justiça”, Mario Randolfo Marques Lopes vinha publicando matérias sobre o caráter onipotente e hermético de alguns setores do Judiciário. “Ministros do Supremo Tribunal Federal não aceitam ser fiscalizados nem punidos pelo Conselho Nacional de Justiça, que é o órgão máximo da Corregedoria do País, e  mostram um Judiciário desbotado, com tendência a se transformar em um regime político”, escreveu o jornalista em uma de suas últimas matérias. Repórter polêmico e de escrita contundente, foi processado várias vezes por suas denúncias. Em um dos processos, em cujo teor defendia mudanças no Judiciário, foi determinado que fizesse exame de sanidade mental no Hospital Psiquiátrico Heitor Carrilho, fato que considerou “vergonhoso”.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio defende a federalização de crimes contra jornalistas, assim como faz a Fenaj e vários outros sindicatos do País. Assim, esses tipos de crimes passariam a ser investigados pela Polícia Federal, cujo aparato é mais adequado para a elucidação de atentados que envolvem situações políticas. No Estado do Rio existem diversos crimes praticados contra profissionais da Imprensa que ainda não foram elucidados, levantando-se a hipótese de acobertamento de criminosos nesses casos.

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