Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Disputa na ABI é entre democratas e golpistas

Posted by sindicatodosjornalistas em agosto 17, 2014

Fernando Paulino

A Justiça marcou para os dias 25 e 26 de setembro próximo as eleições para a Associação Brasileira de Imprensa. Será uma disputa basicamente entre democratas e golpistas. Desde fevereiro passado, uma junta nomeada por via judicial administra a ABI, agindo de forma antidemocrática e, mais recentemente, estimulando golpe emA outra entidade de jornalistas, no caso, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio.

Em nota oficial de 3 de agosto último, assinada por Domingos Meirelles e Jesus Chediak, os interventores da ABI afirmam que “a ABI adverte a todos os jornalistas que em nenhum momento se solidarizou com SJPMRJ” (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro), justificando-se em outro trecho que “o SJPMRJ lamentavelmente deixou-se contaminar por posições que colocaram sua Diretoria em litígio com mandamentos consagrados pelo regime democrático”.

A administração interventora da ABI, na prática, se manifesta a favor de uma tentativa de golpe, articulada por um grupo de jornalistas pregando a destituição da atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, eleita democraticamente no ano passado. Por trás desse movimento, dá para identificar as viúvas do peleguismo e as amantes ideológicas dos donos da mídia. Essa proposta, porém, foi fragorosamente repudiada na plenária dos jornalistas cariocas realizada no dia 4 último, com a presença de mais de 400 profissionais de Imprensa, no auditório da Emerj – Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

Vale lembrar que os interventores tentaram implantar nas próximas eleições da ABI um sistema de voto eletrônico, não previsto no estatuto da instituição e bastante questionado por especialistas em Informática quanto a seu grau de confiabilidade. A Justiça, em boa hora, rejeitou essa armação golpista.

A ABI precisa, com urgência, restabelecer a sua tradição de lutas democráticas. Trata-se de uma instituição que faz parte da história de lutas da sociedade brasileira. Não pode ficar em mãos de golpistas e antidemocratas.

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Informação manipulada

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 31, 2014

Mário Augusto Jakobskind

 

 Veículos da mídia hegemônica estão tratando entidades sindicais que não defendem os mesmos interesses que defende o patronato de forma parcial

 

O Rio de Janeiro vem sendo nos últimos dias palco de um infame esquema de manipulação da informação que envolve o jornal O Globo, a ABI e um grupo de jornalistas capitaneados por um segmento sindical derrotado numa eleição. O alvo é a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).

 A história começa com uma entrevista coletiva na sede do SJPMRJ convocada pelo Grupo Tortura Nunca Mais, antes das covardes agressões a jornalistas praticadas por pseudos manifestantes, por ocasião da saída do Presídio de Gericinó, em Bangu, de cinco manifestantes presos, acusados de promoverem violências em protestos, mas num processo absolutamente irregular.

 Pois bem, na coletiva realizada no Sindicato, o jornal O Globo manipulou grosseiramente a informação ao afirmar, entre outras coisas, que “os profissionais de imprensa foram xingados e ameaçados”. Queria o jornal dar a entender que o que aconteceu teve o apoio da diretoria do Sindicato.

Na sequência, um grupo de jornalistas, capitaneado por ex-dirigentes sindicais derrotados na última eleição, decidiu, apoiados na divulgação pelo mais vendido jornal do Rio de Janeiro, elaborar um abaixo assinado defendendo a renúncia da atual diretoria.

 Chegaram até a criar um grupo no facebook com a denominação “Este Sindicato não me representa”. E fizeram tudo baseado em “informações” (entre aspas) sem fundamento.

 No caso do jornal, ainda pior, porque quando da divulgação da “informação” (entre aspas mesmo) sobre a coletiva, nem ouviram o outro lado, ou seja, pelo menos a presidenta do sindicato, Paula Mairán, que está sendo linchada por manipuladores da informação. 

 O Globo procurou demonstrar que os jornalistas foram desrespeitados com o apoio da presidenta Mairán. Uma mentira deslavada.

Familiares de manifestantes e alguns manifestantes apareceram no sindicato. Não foram barrados, pois esta não é a prática adotada pela direção sindical. Mas daí o jornal carioca induzir os leitores a se voltarem contra a diretoria sindical vai uma distância muito grande. Faz parte do grosseiro esquema de manipulação da informação e da velha tática do periódico de criminalizar movimentos sociais. Tem sido assim ao longo da história. Foi assim também no golpe de abril de 1964. 

 Não é de hoje que a diretoria do sindicato, presidida pela jornalista Paula Mairán, vem sendo objeto de duras críticas patronais e também pelegas.

 Aproveitaram a ocasião para induzir leitores e um grupo de jornalistas para demonizar o sindicato dando a entender, vale repetir, que a diretoria sindical teria apoiado ativistas contra repórteres, fotógrafos e cinegrafistas na própria sede.

 Nunca houve isso. A diretoria do SJPMRJ sempre denunciou a violência contra jornalistas durante manifestações, seja a violência institucional, da Polícia Militar, ou a pratica deplorável, como já foi dito, por prováveis agentes provocadores travestidos de manifestantes.

 E onde entra nesta lamentável história a atual diretoria da Associação Brasileira de Imprensa, diretoria que ocupou a entidade por decisão judicial?

 Com base na informação manipulada de O Globo e pelo grupo de jornalistas capitaneados por derrotados no último pleito do SJPMRJ, o presidente provisório da ABI, Tarcísio Holanda, como se pode ler no site da entidade, deu “total apoio ao movimento de jornalistas que reivindicam a renúncia imediata da atual diretoria do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro”. Ou seja, apoiou o golpe antes de mais nada.  

 E tem mais, Holanda ainda por cima justifica o apoio afirmando absurdamente, ou seja, com base na manipulação da informação, que a diretoria “desrespeitou às normas do Estatuto e do Código de Ética da entidade”. Outra mentira deslavada.k

 O presidente imposto pela justiça também ofereceu a sede da ABI para a realização de uma assembleia para “debater a questão”. Debater a questão é sofisma, porque o objetivo é derrubar uma diretoria, portanto, promover um golpe contra a direção sindical que tem desagradado o patronato, até porque, além de defender os interesses da categoria, permite a realização em sua sede de debates, entre os quais, sobre a questão da democratização dos meios de comunicação.

 Recentemente, na mesma sede sindical ocorreu outro importante debate sobre os lamentáveis acontecimentos na Faixa de Gaza. Na ocasião foi lembrado, por exemplo, o tipo de cobertura midiática que vem sendo feita pela Rede Globo sobre o genocídio, ou se preferirem, massacre, de palestinos em Gaza por forças israelenses de ocupação. 

 Nas gestões anteriores, dificilmente ocorriam debates dessa natureza, porque predominava preferencialmente a despolitização.

 Como o patronato midiático sente-se incomodado com debates sobre os temas mencionados, agem deturpando um fato para criminalizar uma entidade sindical.

 Lamentável também que a direção de outra entidade, no caso a ABI, fortaleça o movimento impulsionado pelo jornal mais vendido do Rio de Janeiro. Ou seja, tomou posição, sem ouvir o outro lado, apenas baseado na manipulação da informação.

 É importante divulgar tais fatos para os leitores deste democrático espaço, porque o assunto deve ser conhecido ao máximo, até para se posicionar com base no que o jornal mais vendido do Rio de Janeiro não divulga. 

 E também estar atento com a forma que veículos da mídia hegemônica estão tratando entidades sindicais que não defendem os mesmos interesses que defende o patronato. 

 

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Repúdio pelas prisões arbitrárias no Rio

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 14, 2014

O Sindicato condena as prisões por motivos políticos e conclama os cidadãos comprometidos com os princípios democráticos, independentemente de ideologias ou filiações partidárias, a também manifestar repúdio pelas prisões.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio  manifesta repúdio pela decisão da Justiça de expedir 26 mandados de prisão contra professores, jornalistas, radialistas, midiativistas e ainda a mandados de apreensão de dois adolescentes, na véspera do final da copa do mundo, no Rio.

O SJPERJ entende que se trata de uma medida arbitrária, que lamentavelmente nos remete aos anos trágicos da ditadura, e afasta o país do contexto da democracia. Foram golpeados direitos elementares e de livre manifestação

Repudiamos também o impedimento a que foi submetida a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, proibida de ter acesso à Cidade da Polícia, na Zona Norte. Tais fatos proporcionados pela polícia fluminense  atentam contra o Estado de Direito.

Liberdade para os presos políticos. Protesto não é crime

“Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso

Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso

Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis

Mas não me importei com isso

Porque não sou miserável

Depois agarraram os desempregados

Mas eu tenho meu emprego

Também não me importei

Agora estão me levando

Mas já é tarde

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo”

Bertold Brecht

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Ato de solidariedade aos palestinos

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 14, 2014

Por iniciativa da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro será realizada na próxima sexta-feira (18), a partir das 19 horas, na sede do Sindicato carioca, rua Evaristo da Veiga 16-17º andar, ato de solidariedade aos palestinos que estão sendo vítimas de um massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza, que já provocou,  em quatro dias, mais de 100 mortos  e ferimentos em mais de 500 pessoas.

Para os organizadores do ato não se pode silenciar diante de métodos criminosos desta natureza, que fazem lembrar os piores momentos em guerras que a humanidade passou no século passado.

Do debate participarão a professora da UFRJ, Beatriz Bissio, o presidente da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, Mário Augusto Jakobskind e representações de entidades solidárias com a Palestina

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Sociedade civil cobra resposta do governo ao pedido de asilo de Snowden

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 11, 2014

Organizações brasileiras e estrangeiras entregarão carta ao governo federal pedindo que a Presidenta Dilma se pronuncie formalmente sobre o pedido feito ao país pelo ativista

 A poucos dias do vencimento do visto de Edward Snowden na Rússia, dezenas de organizações nacionais e internacionais entregarão ao governo brasileiro uma carta aberta exigindo um posicionamento oficial da Presidenta Dilma Rousseff ao pedido de asilo feito pelo ativista digital. O ato de entrega da carta acontecerá na próxima quarta-feira, 16 de julho,  às 11h, no Ministro da Justiça. No mesmo dia, encerra-se a 6a Cúpula do BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – em Brasília.

Desde junho de 2013, a partir das denúncias feitas por Snowden, o mundo vem tomando conhecimento da existência de uma ampla estratégia de espionagem cibernética norte-americana, que desrespeita o direito à privacidade online e o sigilo diplomático. Desde então, o ativista se transformou no maior inimigo político dos Estados Unidos e passou a viver  exilado na Rússia, com um visto temporário, que vence em 31 de julho próximo.

As revelações impactaram globalmente a relação dos usuários com a Internet e deram maior visibilidade a iniciativas de defesa de uma web mais democrática. No Brasil, as denúncias de Snowden levaram a Presidenta Dilma Rousseff a fazer um duro discurso contra a vigilância em massa nas redes, durante a Assembleia Geral da ONU em setembro de 2013. A postura do governo federal desde então também contribuiu para a aprovação do Marco Civil da Internet em abril deste ano e resultou na organização, no Brasil, do NETMundial, primeiro encontro mundial e multissetorial tendo como agenda central o debate sobre o futuro de uma nova governança da Internet. O país adquiriu assim, em pouco tempo, uma posição de liderança global na defesa de uma Internet regulada e respeitosa dos direitos humanos.

Paradoxalmente, no entanto, o Estado brasileiro ainda não se pronunciou sobre o pedido de asilo feito por Edward Snowden ao país, há cerca de um ano. Para as organizações que subscrevem a carta a ser entregue ao governo na próxima semana, trata-se de uma posição questionável, principalmente se consideradas as aspirações geopolíticas do país em torno do tema e as declarações feitas pelo ministro Gilberto Carvalho durante o NETMundial.

No início do ano, uma primeira campanha da AVAAZ a favor do asilo de Snowden no Brasil recolheu mais de um milhão de assinaturas de todo o mundo.

Carta aberta

Diante da ausência de um posicionamento oficial da Presidenta Dilma, e a poucos dias do vencimento do visto de Snowden na Rússia, cerca de 60 organizações voltam a cobrar do governo federal uma resposta definitiva sobre a questão, divulgando inclusive a seguinte carta aberta

“À Presidenta da República, Dilma Rousseff

Nós, representantes de entidades e organizações da sociedade civil brasileira, panamericana e internacional, solicitamos ao governo brasileiro que assuma uma postura pública em relação ao pedido de asilo efetuado por Edward Snowden, levando em consideração as manifestações de apoio amplamente expressas pela sociedade. O Brasil foi o que mais se beneficiou das revelações de Snowden, que denunciaram a estratégia de espionagem cibernética realizada pela Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana sobre dados sigilosos e privados de outros países. Dentre os quais, dados da própria Presidenta e da empresa estatal Petrobras”.

Mais informações para a imprensa:                                             

Florence Poznanski – Internet Sans Frontieres (31) 8643-3247: florence@internetsansfrontieres.org

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação: (61) 3223-3652

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A respeito da crise na ABI

Posted by sindicatodosjornalistas em junho 7, 2014

Jakobskind

Mario Augusto Jakobskind

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que no mês de abril completou 106 anos, atravessa um momento grave, talvez um dos mais graves de sua história. A crise atual se arrasta desde o ano passado e foi judicializada por um grupo de associados da entidade.

Em abril do ano passado foi realizada uma eleição em que saiu vitoriosa a chapa liderada pelo presidente da entidade, jornalista Maurício Azêdo, morto em 25 de outubro de 2013. Foi uma eleição das mais concorridas dos últimos anos. Um grupo de associados, liderados pelo jornalista Domingos Meirelles, diretor financeiro na gestão de 2010-2013, que não conseguiu formar chapa para concorrer, decidiu ingressar na justiça para contestar o resultado.

Falso argumento

O argumento – falso, por sinal – foi de que houve irregularidades e até fraude na eleição tendo sido os opositores de Azêdo prejudicados. Depois de marchas e contramarchas, produtos de decisões judiciais que se arrastaram por quase um ano e que na prática precipitaram a morte do presidente da ABI, que se encontrava com a saúde fragilizada, a Justiça acabou dando ganho de causa ao grupo opositor. Foi então anulado o resultado do último pleito.

A ABI continuou em clima de alta tensão. O Conselho Deliberativo, órgão máximo da entidade, com base em interpretação jurídica, decidiu que com a morte de Azêdo ocorreu uma vacância do cargo, tendo por isso o Conselho o direito de indicar o presidente interino até a realização das eleições previstas para abril, conforme estabelece o estatuto. Foi indicado para o exercício do cargo o jornalista Fichel Davit Chargel.

Mais uma vez houve uma consulta à Justiça por parte dos que não se conformaram com a decisão coletiva do Conselho. Mais uma vez, a Justiça decidiu favoravelmente ao grupo de opositores liderados por Meirelles e ordenou que a diretoria da gestão 2010-2013 deveria ser reconduzida e sob a presidência do jornalista Tarcísio Holanda. Decisão da Justiça tem de ser cumprida, mas não há impedimento algum de ser criticada.

O autor deste artigo, que além de conselheiro da ABI, preside a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da entidade, criticou a decisão judicial, inicialmente em mensagem a alguns conselheiros. Apresentou, portanto, uma opinião e assinalou a falta de legitimidade da diretoria empossada por decisão da Justiça. Recebeu por isso uma advertência firmada pelo diretor administrativo empossado pela Justiça, Orpheu Sales. Voltou a fazer o mesmo tipo de crítica em uma reunião do Conselho Deliberativo, afirmando inclusive que não reconhecia a advertência adotada em uma reunião da diretoria em que até o presente não foi apresentada a ata.

Decisão questionável . Novamente punido por expressar uma opinião, o conselheiro foi suspenso por 60 dias, recebendo o comunicado por meio de uma carta firmada pelo mesmo diretor administrativo, Orpheu Salles. Na comunicação o diretor informou que a decisão foi adotada “por unanimidade” dos presentes em uma reunião da diretoria sob a alegação, absolutamente estapafúrdia, segundo a qual o conselheiro “se desmandou em termos incompatíveis com o decoro contra o presidente Tarcísio Holanda e o diretor administrativo Orpheu Santos Salles”. Da mesma forma que na nota de advertência, não foi divulgada a ata da reunião da diretoria que decidiu a suspensão, um documento obrigatório, ainda mais por se tratar de um assunto altamente polêmico.

Mas em reunião realizada dia 27 de maio, o Conselho Deliberativo da ABI decidiu revogar a decisão arbitrária, demonstrando na prática que a punição não tinha o menor cabimento. Na verdade serviu apenas para confirmar o caráter autoritário da atual diretoria, que nem ata apresentou sobre a decisão de punir o Conselheiro, também presidente da Comissão da ABI de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos.

Uma decisão como tinha sido adotada pelo diretor administrativo Orpheu Santos Salles não atingiu apenas um conselheiro ou o presidente da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos, mas sim a liberdade de expressão. Mas o Conselho Deliberativo corrigiu o grave erro em tempo.

Agora, o que deve ser exigido é a realização de eleições, adiadas desde o mês de abril. O Conselho Deliberativo decidiu por maioria dos seus membros a realização da eleição e da assembleia geral da ABI nos dias 11 e 12 de julho, A diretoria não quer respeitar a data decidida. Desta forma a ABI decidiria finalmente quem será o presidente, os integrantes da diretoria e os conselheiros. Uma eleição, em função da crise e do clima de tensão, a ser fiscalizada por outras entidades, entre as quais a Ordem dos Advogados do Brasil.

Em suma, é deveras lamentável, vale sempre repetir, que uma entidade como a ABI esteja sendo ocupada por diretores que não respeitam a liberdade de expressão e substituem o debate de ideias pela punição sumária.

*Mário Augusto Jakobskind, Jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil); preside a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI.

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