Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Jornalistas apresentam relatório à Comissão Nacional da Verdade

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 10, 2014

*Eduardo Garnier

Meses de trabalho, muitas horas de depoimentos gravados, mais de 20 jornalistas ouvidos e a história oficial sendo recontada. O resultado em 1h30min de narrativas de violação aos direitos humanos sofrida por jornalistas de Niterói. O trabalho foi realizado pelo Sindestá resumido icato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, primeira entidade de classe a criar sua própria Comissão da Verdade. Um DVD e um relatório foi entregue à Comissão Nacional da Verdade para ajudar a desvendar os crimes cometidos pelo regime militar brasileiro contra profissionais de Imprensa a partir do golpe de 64.

Na manhã desta terça-feira (09) dezenas de jornalistas, advogados, estudantes de comunicação, militantes da chamada resistência e vereadores reuniram-se no Plenário Brígido Tinoco da Câmara para a exibição pública do DVD. Segundo o presidente do Sindicato, Continentino Porto, um dos objetivos é não deixar que a história seja apagada.

- Vamos levar esse trabalho colhido pelo Sindicato também às faculdades, escolas e demais segmentos da sociedade civil organizada. São casos de abuso de autoridade, violência física e psicológica, torturas, perseguições políticas. Grande parte da geração de hoje ainda desconhece o que aconteceu nos porões da ditadura. Só conhecendo e entendendo o passado é que podemos evitar o mesmo erro no futuro  – disse Continentino.

Alguns dos jornalistas presentes a apresentação do DVD foram Pinheiro Júnior, Jourdan Amora, Ernesto Vianna, Gentil Lima, Mario Jakobiskind e Mario Souza, um dos responsáveis pela tomada de depoimentos. Também compareceram os advogados Modesto da Silveira, um dos mais atuantes na defesa dos presos políticos; e Fernando Dias, presidente da Comissão Municipal da Verdade.

Representando o Poder Legislativo participaram os vereadores Leonardo Giordano (PT), autor da lei que instituiu a Comissão Municipal da Verdade; Bruno Lessa (PSDB); e Paulo Eduardo Gomes (PSOL). Ainda presentes estavam o ex-deputado e advogado Silvio Lessa; o ex-vereador Coimbra de Mello; e Marta Cioccari, representando a Comissão Nacional da Verdade.

*Jornalista – ASCOM CMN

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Vídeo vai mostrar depoimentos de perseguidos pela ditadura

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 5, 2014

Na próxima terça-feira, dia 9 de setembro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro vai exibir o vídeo produzido pela Comissão da Verdade da entidade sindical, que traz depoimentos de vários jornalistas perseguidos na época da ditadura militar. A exibição será feita na Câmara dos Vereadores de Niterói, às 11h. A Câmara fica na Avenida Amaral Peixoto, 625, no Centro.

Com duração de hora e meia, o trabalho contou a colaboração do Programa de Extensão da UFF, sob coordenação de Sílvia Regina Queiroz Ferreira, também dirigente do Sindicato dos Jornalistas. A entidade sindical passará cópias do vídeo para as Comissões da Verdade do Município, do Estado e a Comissão Nacional, com o objetivo de contribuir para a elucidação dos fatos que ocorreram nos bastidores da ditadura militar brasileira, que vigorou de 1964 a 1985.

Em todo o país, centenas de jornalistas foram vítimas de perseguições políticas, prisões, torturas e assassinatos, praticados pela ditadura. Em Niterói, alguns profissionais de Imprensa foram levados à força para o Estádio Caio Martins, transformado em campo prisional pelos militares.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Continentino Porto, revela que a entidade foi o primeiro órgão sindical dos jornalistas brasileiros a criar uma Comissão da Verdade: “Na abertura do nosso vídeo, tem uma expressão que diz que a superação não se faz com o esquecimento. Esse é o nosso papel histórico”, afirma.

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Disputa na ABI é entre democratas e golpistas

Posted by sindicatodosjornalistas em agosto 17, 2014

Fernando Paulino

A Justiça marcou para os dias 25 e 26 de setembro próximo as eleições para a Associação Brasileira de Imprensa. Será uma disputa basicamente entre democratas e golpistas. Desde fevereiro passado, uma junta nomeada por via judicial administra a ABI, agindo de forma antidemocrática e, mais recentemente, estimulando golpe emA outra entidade de jornalistas, no caso, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio.

Em nota oficial de 3 de agosto último, assinada por Domingos Meirelles e Jesus Chediak, os interventores da ABI afirmam que “a ABI adverte a todos os jornalistas que em nenhum momento se solidarizou com SJPMRJ” (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro), justificando-se em outro trecho que “o SJPMRJ lamentavelmente deixou-se contaminar por posições que colocaram sua Diretoria em litígio com mandamentos consagrados pelo regime democrático”.

A administração interventora da ABI, na prática, se manifesta a favor de uma tentativa de golpe, articulada por um grupo de jornalistas pregando a destituição da atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, eleita democraticamente no ano passado. Por trás desse movimento, dá para identificar as viúvas do peleguismo e as amantes ideológicas dos donos da mídia. Essa proposta, porém, foi fragorosamente repudiada na plenária dos jornalistas cariocas realizada no dia 4 último, com a presença de mais de 400 profissionais de Imprensa, no auditório da Emerj – Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

Vale lembrar que os interventores tentaram implantar nas próximas eleições da ABI um sistema de voto eletrônico, não previsto no estatuto da instituição e bastante questionado por especialistas em Informática quanto a seu grau de confiabilidade. A Justiça, em boa hora, rejeitou essa armação golpista.

A ABI precisa, com urgência, restabelecer a sua tradição de lutas democráticas. Trata-se de uma instituição que faz parte da história de lutas da sociedade brasileira. Não pode ficar em mãos de golpistas e antidemocratas.

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Informação manipulada

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 31, 2014

Mário Augusto Jakobskind

 

 Veículos da mídia hegemônica estão tratando entidades sindicais que não defendem os mesmos interesses que defende o patronato de forma parcial

 

O Rio de Janeiro vem sendo nos últimos dias palco de um infame esquema de manipulação da informação que envolve o jornal O Globo, a ABI e um grupo de jornalistas capitaneados por um segmento sindical derrotado numa eleição. O alvo é a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).

 A história começa com uma entrevista coletiva na sede do SJPMRJ convocada pelo Grupo Tortura Nunca Mais, antes das covardes agressões a jornalistas praticadas por pseudos manifestantes, por ocasião da saída do Presídio de Gericinó, em Bangu, de cinco manifestantes presos, acusados de promoverem violências em protestos, mas num processo absolutamente irregular.

 Pois bem, na coletiva realizada no Sindicato, o jornal O Globo manipulou grosseiramente a informação ao afirmar, entre outras coisas, que “os profissionais de imprensa foram xingados e ameaçados”. Queria o jornal dar a entender que o que aconteceu teve o apoio da diretoria do Sindicato.

Na sequência, um grupo de jornalistas, capitaneado por ex-dirigentes sindicais derrotados na última eleição, decidiu, apoiados na divulgação pelo mais vendido jornal do Rio de Janeiro, elaborar um abaixo assinado defendendo a renúncia da atual diretoria.

 Chegaram até a criar um grupo no facebook com a denominação “Este Sindicato não me representa”. E fizeram tudo baseado em “informações” (entre aspas) sem fundamento.

 No caso do jornal, ainda pior, porque quando da divulgação da “informação” (entre aspas mesmo) sobre a coletiva, nem ouviram o outro lado, ou seja, pelo menos a presidenta do sindicato, Paula Mairán, que está sendo linchada por manipuladores da informação. 

 O Globo procurou demonstrar que os jornalistas foram desrespeitados com o apoio da presidenta Mairán. Uma mentira deslavada.

Familiares de manifestantes e alguns manifestantes apareceram no sindicato. Não foram barrados, pois esta não é a prática adotada pela direção sindical. Mas daí o jornal carioca induzir os leitores a se voltarem contra a diretoria sindical vai uma distância muito grande. Faz parte do grosseiro esquema de manipulação da informação e da velha tática do periódico de criminalizar movimentos sociais. Tem sido assim ao longo da história. Foi assim também no golpe de abril de 1964. 

 Não é de hoje que a diretoria do sindicato, presidida pela jornalista Paula Mairán, vem sendo objeto de duras críticas patronais e também pelegas.

 Aproveitaram a ocasião para induzir leitores e um grupo de jornalistas para demonizar o sindicato dando a entender, vale repetir, que a diretoria sindical teria apoiado ativistas contra repórteres, fotógrafos e cinegrafistas na própria sede.

 Nunca houve isso. A diretoria do SJPMRJ sempre denunciou a violência contra jornalistas durante manifestações, seja a violência institucional, da Polícia Militar, ou a pratica deplorável, como já foi dito, por prováveis agentes provocadores travestidos de manifestantes.

 E onde entra nesta lamentável história a atual diretoria da Associação Brasileira de Imprensa, diretoria que ocupou a entidade por decisão judicial?

 Com base na informação manipulada de O Globo e pelo grupo de jornalistas capitaneados por derrotados no último pleito do SJPMRJ, o presidente provisório da ABI, Tarcísio Holanda, como se pode ler no site da entidade, deu “total apoio ao movimento de jornalistas que reivindicam a renúncia imediata da atual diretoria do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro”. Ou seja, apoiou o golpe antes de mais nada.  

 E tem mais, Holanda ainda por cima justifica o apoio afirmando absurdamente, ou seja, com base na manipulação da informação, que a diretoria “desrespeitou às normas do Estatuto e do Código de Ética da entidade”. Outra mentira deslavada.k

 O presidente imposto pela justiça também ofereceu a sede da ABI para a realização de uma assembleia para “debater a questão”. Debater a questão é sofisma, porque o objetivo é derrubar uma diretoria, portanto, promover um golpe contra a direção sindical que tem desagradado o patronato, até porque, além de defender os interesses da categoria, permite a realização em sua sede de debates, entre os quais, sobre a questão da democratização dos meios de comunicação.

 Recentemente, na mesma sede sindical ocorreu outro importante debate sobre os lamentáveis acontecimentos na Faixa de Gaza. Na ocasião foi lembrado, por exemplo, o tipo de cobertura midiática que vem sendo feita pela Rede Globo sobre o genocídio, ou se preferirem, massacre, de palestinos em Gaza por forças israelenses de ocupação. 

 Nas gestões anteriores, dificilmente ocorriam debates dessa natureza, porque predominava preferencialmente a despolitização.

 Como o patronato midiático sente-se incomodado com debates sobre os temas mencionados, agem deturpando um fato para criminalizar uma entidade sindical.

 Lamentável também que a direção de outra entidade, no caso a ABI, fortaleça o movimento impulsionado pelo jornal mais vendido do Rio de Janeiro. Ou seja, tomou posição, sem ouvir o outro lado, apenas baseado na manipulação da informação.

 É importante divulgar tais fatos para os leitores deste democrático espaço, porque o assunto deve ser conhecido ao máximo, até para se posicionar com base no que o jornal mais vendido do Rio de Janeiro não divulga. 

 E também estar atento com a forma que veículos da mídia hegemônica estão tratando entidades sindicais que não defendem os mesmos interesses que defende o patronato. 

 

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Repúdio pelas prisões arbitrárias no Rio

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 14, 2014

O Sindicato condena as prisões por motivos políticos e conclama os cidadãos comprometidos com os princípios democráticos, independentemente de ideologias ou filiações partidárias, a também manifestar repúdio pelas prisões.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio  manifesta repúdio pela decisão da Justiça de expedir 26 mandados de prisão contra professores, jornalistas, radialistas, midiativistas e ainda a mandados de apreensão de dois adolescentes, na véspera do final da copa do mundo, no Rio.

O SJPERJ entende que se trata de uma medida arbitrária, que lamentavelmente nos remete aos anos trágicos da ditadura, e afasta o país do contexto da democracia. Foram golpeados direitos elementares e de livre manifestação

Repudiamos também o impedimento a que foi submetida a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, proibida de ter acesso à Cidade da Polícia, na Zona Norte. Tais fatos proporcionados pela polícia fluminense  atentam contra o Estado de Direito.

Liberdade para os presos políticos. Protesto não é crime

“Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso

Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso

Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis

Mas não me importei com isso

Porque não sou miserável

Depois agarraram os desempregados

Mas eu tenho meu emprego

Também não me importei

Agora estão me levando

Mas já é tarde

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo”

Bertold Brecht

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Ato de solidariedade aos palestinos

Posted by sindicatodosjornalistas em julho 14, 2014

Por iniciativa da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro será realizada na próxima sexta-feira (18), a partir das 19 horas, na sede do Sindicato carioca, rua Evaristo da Veiga 16-17º andar, ato de solidariedade aos palestinos que estão sendo vítimas de um massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza, que já provocou,  em quatro dias, mais de 100 mortos  e ferimentos em mais de 500 pessoas.

Para os organizadores do ato não se pode silenciar diante de métodos criminosos desta natureza, que fazem lembrar os piores momentos em guerras que a humanidade passou no século passado.

Do debate participarão a professora da UFRJ, Beatriz Bissio, o presidente da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, Mário Augusto Jakobskind e representações de entidades solidárias com a Palestina

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