Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio

Futuro da ABI passa pela chapa Prudente de Moraes, Neto

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 24, 2014

 

Mario Augusto Jakobskind

A instituição hoje é um antro de oportunistas

A questão é da maior relevância e merece dos jornalistas comprometidos com a ética de justiça, a liberdade de expressão e de imprensa a devida atenção. O juiz da 17a. Vara Cível, do Estado do Rio de Janeiro, indeferiu e mandou para o arquivo o processo de Domingos Meirelles e Raul Rodrigues Azêdo contra Fichel Davit. Meirelles e Raul Rodrigues Azêdo foram, ainda, condenados a pagar as custas processuais. O que isso indica? Indica que os atuais interventores da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), capitaneados por Domingos Meirelles e Raul Rodrigues Azêdo – que nada tem a ver com o honrado Raul Azêdo, que ocupou com dignidade, por vários mandatos a presidência da entidade – perderam feio, quando tentaram denegrir a imagem do titular da Chapa Prudente de Moraes, sucessor legítimo de Maurício Azêdo na presidência da centenária instituição. Os golpistas deram uma de espertos, aproveitando-se do vácuo provocado pela morte de Maurício Azêdo para se encastelarem na ABI, tornando-se feudo dos seus interesses particulares, e não dos legítimos donos da Casa: os associados.

Os interventores são tão audaciosos que montaram uma chapa continuísta, chapa branca, e lhe deram o nome de um herói do Brasil e dos jornalistas em particular, Vladimir Herzog, um homem inteiramente devotado à democracia, aos direitos humanos, à justiça social e à liberdade de imprensa. Sua alma deve estar sofrendo muito por ver que gente muito aquém da grandeza e da responsabilidade dele está armando um golpe, às custas do seu nome, para se perpetuarem no comando ilegítimo da ABI. Esses interventores são tudo o que de pior se pode encontrar na categoria profissional dos jornalistas e não têm o menor escrúpulo em se valerem de todo e qualquer expediente escuso, imoral, para se perpetuarem no poder, dentro da ótica antiga, da velha esquerda amestrada, para quem, ao contrário do que pensam os verdadeiros democratas, ainda usam a cartilha caquética de que os fins justificam os meios. Não importam quais sejam os meios, desde que lhe garanta o poder pelo poder.

São seres altamente preconceituosos, para os quais o jornalismo ainda é beletrismo, aquele estilo gongórico de séculos de antanho, não considerando da categoria outros profissionais que, com seu trabalho, ajudam a fazer jornais e revistas, rádios e tevês. Recentemente atentaram contra a competência do jornalista-diagramador Fichel Davit para ocupar a presidência da casa, como cabeça da Chapa Prudente de Moraes, neto, tradicionalmente vitoriosa nas últimas eleições da ABI, tendo as diretorias que elegeu contribuído grandemente para evitar a depreciação de um patrimônio profissional e material construído a duras penas por mais de um século de esforços ingentes e de compromisso com a profissão e o Brasil. A ABI não é academia de letras, mas uma instituição que visa aglutinar e representar jornalistas e donos de jornais, na defesa da profissão e do seu aprimoramento. Esse elitismo defendido pelos interventores – e nem eles têm competência para tal – é uma agressão à Casa e à profissão, num momento em que uma e outra passam por desafios essenciais, especialmente em face das mudanças que vivem o mundo contemporâneo, em face das crises que atentam contra a democracia e das mudanças impostas pelas novas tecnologias da comunicação, a imporem o compromisso da Casa com a atualização profissional, o que passa, naturalmente, pelo aprimoramento da sua gestão, que não mais pode ficar na mão de interventores oportunistas. Além disso, o corpo social precisa ser renovado, porque o futuro da ABI repousará em futuro próximo em ombros mais jovens e representantes de todo o país, não apenas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas: a interiorização da casa, a sua nacionalização, o conhecimento dos problemas regionais da categoria precisam ser vistos com alto compromisso ético e gestão dinâmica, moderna.

A agressão feita a Fichel Davit tem várias nuanças de preconceito: diz respeito ao papel do diagramador e por extensão aos demais profissionais que dão vida às publicações; tem também o componente racista (Davit é de origem judaica) e logicamente remete à pretensão beletrista do passado, como se jornalista fosse intelectual e não uma categoria de trabalhador que sua diariamente em busca da notícia, redige, revisa, fotografa, diagrama e edita, para apresentá-la aos leitores com clareza, verdade e a densidade que precisa ter. Jornalismo é informação e formação. Nas eleições no próximo dia 26, sexta-feira, é preciso que os eleitores da ABI não se deixem iludir pelo canto das sereias beletristas, mas que consagrem nas urnas nomes empenhados com o jornalismo e comprometidos com a democracia, com o pluralismo das ideias, com as inovações que o século XXI está propondo para que a profissão não perca o espaço que lhe compete na vida do país. A democracia no Brasil encontra-se ainda em construção, na qual os jornalistas têm um papel fundamental a desempenhar, com a democratização da informação e com a liberdade de expressão e de imprensa. E não é certamente de golpistas, de beletristas, de esnobes, de pedantes, de presunçosos.

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O destino da ABI está em nossas mãos

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 21, 2014

A propósito das eleições marcadas para o dia 26 de setembro na Associação Brasileira de Imprensa, jornalistas do PCB divulgaram a seguinte nota, cuja íntegra é a seguinte:

“A Associação Brasileira de Imprensa, a centenária e lendária ABI, está ameaçada. Um arrivista e seu pequeno séquito iludiram vários companheiros para tentar tomá-la de assalto em benefício próprio e dos donos da mídia empresarial, seus verdadeiros mentores.

 Com o falecimento do saudoso Maurício Azêdo esse grupo apoderou-se da diretoria da ABI e desde então faz propaganda dos seus livros, da sua atuação profissional, defende a candidata à Presidência da República do megaempresário estadunidense George Soros.

 Não satisfeitos, aliaram-se aos golpistas que tentaram destituir a diretoria democraticamente eleita do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro e estreitam laços com o que há de mais atrasado na política nacional, inclusive membros e apoiadores da ditadura militar-empresarial que assolou o país por 21 anos.

 Conclamamos todos os jornalistas do Brasil, todos os cidadãos que creem na liberdade de imprensa como fundamental para a construção da democracia a repudiarem esse grupo, que tem a empáfia de utilizar o nome de Vladimir Herzog em sua chapa, contrariando todos os princípios pelos quais ele lutou e que resultaram em seu assassinato.

 Entendemos que a chapa Prudente de Moraes, neto, da qual não fazemos parte, reúne os companheiros mais habilitados para manter a ABI enquanto instituição democrática, vanguarda da luta pela liberdade de imprensa, esteio natural da história de Barbosa Lima Sobrinho e Maurício Azêdo”.

Jornalistas do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Setembro de 2014

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Chapa Prudente de Moraes, neto mostra força para recuperar ABI

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 17, 2014

No próximo dia 26 de setembro, uma sexta-feira, haverá eleições na centenária Associação Brasileira de Imprensa, que, desde fevereiro passado, está sendo administrada por uma junta interventora, devido a uma decisão judicial. Diversos profissionais de Imprensa com experiência comprovada em todos os setores da Comunicação Social organizaram a Chapa Prudente de Moraes, neto, que reúne o que há de melhor no Jornalismo brasileiro.

Uma identidade forte entre os membros da chapa é o engajamento nas lutas sociais, desde os movimentos contra a ditadura militar, pela anistia e liberdades democráticas, por uma Assembléia Constituinte e pela democratização da Comunicação Social no país. Somos sobretudo militantes sociais. Alguns de nós de nítida identificação partidária, outros independentes, todos defensores da democracia, o que torna a chapa ampla e eclética. Um dos principais pontos comuns dos nossos compromissos é a permanente luta pela ética e democracia.  E é justamente isso que nos diferencia da outra chapa concorrente. A ABI é grande demais para cair em mãos de aventureiros.

Vale lembrar: o jornalista Prudente de Moraes, neto, patrono da nossa chapa, foi presidente eleito da entidade em 1975, notabilizando-se pelo repúdio à ditadura civil-militar e à tortura por ela instaurada, sobretudo após o AI-5, de 1968, que atingiu diversos jornalistas. Prudente foi um defensor intransigente da liberdade de pensamento, um democrata e um nacionalista, defendendo, de forma veemente, os jornalistas perseguidos pelo regime ditatorial.

Examine os nomes da chapa Prudente de Moraes, neto e certamente você reconhecerá vários companheiros e companheiras que nunca fugiram da luta. Eis a sua composição:

Fichel Davit Chargel, Carlos Marchi, Irene Cristina, Sérgio Caldieri, Jorge Roberto Martins, Sônia Góes, Altenir Rodrigues, Milton Temer, Ilimar Franco, Luiz Carlos Azêdo, Dácio Malta, Pinheiro Júnior, Dulce Tupy, Carlos Alberto Marques Rodrigues, Argemiro Ferreira, Alcyr  Cavalcanti, Jorge (Arapiraca) Oliveira, Sérgio Cabral (pai), Germando de Oliveira Gonçalves, Benício Medeiros, Raul Quadros, Pery Cotta, Glória Alvarez, Fátima Lacerda, Fernando Paulino, Antero Luiz Martins Cunha, Osvaldo Maneschy, Silvio Tendler, Jorge Antônio Barros, Mário Augusto Jakobskind, João Máximo, Moacyr Andrade, Andréa Vieira Gouvêa, Arthur Poerner, Octávio Costa, Cid Benjamin, Fernando Foch, Erika Franziska Herd Werneck, Bruno Torres Paraíso, Leda Acquarone de Sá, José Antônio Gerheim, Paulo Gomes Neto, Manoel Pacheco, Laerte Costa Moraes Gomes, Itamar Guerreiro, Rubem Mauro Machado, Vera Maria Perfeito de Berrêdo, Mirson Murad,  Edimilson Gomes Soares, Glauco de Oliveira, Zilmar Borges Basílio, José Pereira da Silva (Pereirinha), Tadeu Aguiar, Salete Lisboa, Carlos Alberto Almeida (Beto Almeida), Cleyber Fintelman , André Luiz Lacé Lopes, Maria Ignez Duque Estrada, André Moreau Louzeiro, Zilda Ferreira,  Modesto da Silveira, Maria Luiza Franco Busse, Nilo Braga, Marcelo Tognozzi, Claudia Santiago, Victor Cavagnari Filho, José Rezende Neto, Teixeira Heizer, José Louzeiro, Francisco Paula Freitas, Carlos Alberto Caó, Hildeberto Aleluia, Ponce de Leon, Gilson Monteiro, Loris Baena Cunha, Manoel Epelbaum, Jarbas Domingues Vaz, Antônio Nery, Jorge Saldanha de Araújo, Randolpho Souza e Flávio Tristão

 

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Jornalistas apresentam relatório à Comissão Nacional da Verdade

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 10, 2014

*Eduardo Garnier

Meses de trabalho, muitas horas de depoimentos gravados, mais de 20 jornalistas ouvidos e a história oficial sendo recontada. O resultado em 1h30min de narrativas de violação aos direitos humanos sofrida por jornalistas de Niterói. O trabalho foi realizado pelo Sindestá resumido icato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, primeira entidade de classe a criar sua própria Comissão da Verdade. Um DVD e um relatório foi entregue à Comissão Nacional da Verdade para ajudar a desvendar os crimes cometidos pelo regime militar brasileiro contra profissionais de Imprensa a partir do golpe de 64.

Na manhã desta terça-feira (09) dezenas de jornalistas, advogados, estudantes de comunicação, militantes da chamada resistência e vereadores reuniram-se no Plenário Brígido Tinoco da Câmara para a exibição pública do DVD. Segundo o presidente do Sindicato, Continentino Porto, um dos objetivos é não deixar que a história seja apagada.

- Vamos levar esse trabalho colhido pelo Sindicato também às faculdades, escolas e demais segmentos da sociedade civil organizada. São casos de abuso de autoridade, violência física e psicológica, torturas, perseguições políticas. Grande parte da geração de hoje ainda desconhece o que aconteceu nos porões da ditadura. Só conhecendo e entendendo o passado é que podemos evitar o mesmo erro no futuro  – disse Continentino.

Alguns dos jornalistas presentes a apresentação do DVD foram Pinheiro Júnior, Jourdan Amora, Ernesto Vianna, Gentil Lima, Mario Jakobiskind e Mario Souza, um dos responsáveis pela tomada de depoimentos. Também compareceram os advogados Modesto da Silveira, um dos mais atuantes na defesa dos presos políticos; e Fernando Dias, presidente da Comissão Municipal da Verdade.

Representando o Poder Legislativo participaram os vereadores Leonardo Giordano (PT), autor da lei que instituiu a Comissão Municipal da Verdade; Bruno Lessa (PSDB); e Paulo Eduardo Gomes (PSOL). Ainda presentes estavam o ex-deputado e advogado Silvio Lessa; o ex-vereador Coimbra de Mello; e Marta Cioccari, representando a Comissão Nacional da Verdade.

*Jornalista – ASCOM CMN

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Vídeo vai mostrar depoimentos de perseguidos pela ditadura

Posted by sindicatodosjornalistas em setembro 5, 2014

Na próxima terça-feira, dia 9 de setembro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro vai exibir o vídeo produzido pela Comissão da Verdade da entidade sindical, que traz depoimentos de vários jornalistas perseguidos na época da ditadura militar. A exibição será feita na Câmara dos Vereadores de Niterói, às 11h. A Câmara fica na Avenida Amaral Peixoto, 625, no Centro.

Com duração de hora e meia, o trabalho contou a colaboração do Programa de Extensão da UFF, sob coordenação de Sílvia Regina Queiroz Ferreira, também dirigente do Sindicato dos Jornalistas. A entidade sindical passará cópias do vídeo para as Comissões da Verdade do Município, do Estado e a Comissão Nacional, com o objetivo de contribuir para a elucidação dos fatos que ocorreram nos bastidores da ditadura militar brasileira, que vigorou de 1964 a 1985.

Em todo o país, centenas de jornalistas foram vítimas de perseguições políticas, prisões, torturas e assassinatos, praticados pela ditadura. Em Niterói, alguns profissionais de Imprensa foram levados à força para o Estádio Caio Martins, transformado em campo prisional pelos militares.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Continentino Porto, revela que a entidade foi o primeiro órgão sindical dos jornalistas brasileiros a criar uma Comissão da Verdade: “Na abertura do nosso vídeo, tem uma expressão que diz que a superação não se faz com o esquecimento. Esse é o nosso papel histórico”, afirma.

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Disputa na ABI é entre democratas e golpistas

Posted by sindicatodosjornalistas em agosto 17, 2014

Fernando Paulino

A Justiça marcou para os dias 25 e 26 de setembro próximo as eleições para a Associação Brasileira de Imprensa. Será uma disputa basicamente entre democratas e golpistas. Desde fevereiro passado, uma junta nomeada por via judicial administra a ABI, agindo de forma antidemocrática e, mais recentemente, estimulando golpe emA outra entidade de jornalistas, no caso, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio.

Em nota oficial de 3 de agosto último, assinada por Domingos Meirelles e Jesus Chediak, os interventores da ABI afirmam que “a ABI adverte a todos os jornalistas que em nenhum momento se solidarizou com SJPMRJ” (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro), justificando-se em outro trecho que “o SJPMRJ lamentavelmente deixou-se contaminar por posições que colocaram sua Diretoria em litígio com mandamentos consagrados pelo regime democrático”.

A administração interventora da ABI, na prática, se manifesta a favor de uma tentativa de golpe, articulada por um grupo de jornalistas pregando a destituição da atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, eleita democraticamente no ano passado. Por trás desse movimento, dá para identificar as viúvas do peleguismo e as amantes ideológicas dos donos da mídia. Essa proposta, porém, foi fragorosamente repudiada na plenária dos jornalistas cariocas realizada no dia 4 último, com a presença de mais de 400 profissionais de Imprensa, no auditório da Emerj – Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

Vale lembrar que os interventores tentaram implantar nas próximas eleições da ABI um sistema de voto eletrônico, não previsto no estatuto da instituição e bastante questionado por especialistas em Informática quanto a seu grau de confiabilidade. A Justiça, em boa hora, rejeitou essa armação golpista.

A ABI precisa, com urgência, restabelecer a sua tradição de lutas democráticas. Trata-se de uma instituição que faz parte da história de lutas da sociedade brasileira. Não pode ficar em mãos de golpistas e antidemocratas.

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